A Praça Dom Pedro II, em frente à Catedral Metropolitana de Fortaleza, que abriga a polêmica Feira da Sé, virou, ontem, pela manhã e no início da tarde, uma praça de guerra. Para cumprir decisão judicial da 7ª Vara da Fazenda Pública, emitida pelo juiz Carlos Augusto Gomes Ferreira, determinando a desocupação daquela área e atendendo à ação expedida pelo promotor de Justiça Raimundo Batista, 150 guardas municipais fizeram plantão no local, juntamente com equipes da Polícia Militar, para dar suporte ao isolamento da praça e retirada dos feirantes.
Entretanto, por volta das 11h35, feirantes, descontentes com o cumprimento da determinação, entraram em confronto com os guardas municipais. Houve correria, agressões com cacetetes, emissão de spray de pimenta e de bombas de efeito moral, além de embate físico. Pelo menos dois feirantes ficaram feridos. Até o repórter fotográfico do Diário do Nordeste, Tuno Vieira, foi atingido pelo spray de pimenta.
O conflito iniciou-se quando os feirantes tentaram impedir que os encarregados da construtora J.A. Construções e Projetos LTDA instalassem os tapumes de madeira, os quais isolariam a praça. Vários feirantes deram as mãos, formando um cordão de força, outros sentaram no chão para impedir que os encarregados continuassem os trabalhos.
Nesse momento, os guardas municipais intervieram. Depois da ação tensa, precedida de discussões, provocações verbais e também de arremesso de objetos, a batalha entre os integrantes da Guarda Municipal e os comerciantes começou de forma bastante violenta.
A situação só se acalmou após a chegada do titular da Secretária Extraordinária do Centro, José Nunes Passos, que, a pedido do pároco da Catedral Metropolitana de Fortaleza, padre Clairton Alexandrino de Oliveira, determinou uma trégua no isolamento. Várias pessoas e o próprio padre presenciaram a confusão.
fotos:
o comércio na Praça Dom Pedro II, durante a semana,
impede que pedestres e veículos consigam trafegar no entorno
Resistência: por volta das 11h35, os feirantes descontentes com o isolamento da Praça entraram em conflito com os guardas municipais. Houve correria e agressões
fonte: D.Nmais detalhes:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?Codigo=548717

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